Trilha sonora

domingo, 7 de agosto de 2011

RADIOGRAFIA (1895)



Os raios x foram descobertos acidentalmente em 1895 por Wilhelm Conrad Roentgen.

No fim da tarde de 8 de novembro de 1895, quando todos haviam encerrado a jornada de trabalho, o físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen (1845-1923) continuava no seu pequeno laboratório, sob os olhares atentos do seu servente. Enquanto Roentgen, naquela sala escura, se ocupava com a observação da condução de eletricidade através de um tubo de Crookes, o servente, em alto estado de excitação, chamou-lhe a atenção: "Professor, olhe a tela!". Nas proximidades do tubo de vácuo havia uma tela coberta com platinocianeto de bário, sobre a qual projetava-se uma inesperada luminosidade, resultante da fluorescência do material. Roentgen girou a tela, de modo que a face sem o material fluorescente ficasse de frente para o tubo de Crookes; ainda assim ele observou a fluorescência. Foi então que resolveu colocar sua mão na frente do tubo, vendo seus ossos projetados na tela. Roentgen observava, pela primeira vez, aquilo que passou a ser denominado raios X. 

Roentgen publicou três perspicazes trabalhos sobre os raios X, tal descoberta resultou no prêmio Nobel de Física e num grande avanço para a medicina, para a tecnologia e para a pesquisa científica atual.

A imprensa noticiou o fato com destaque em 5 de janeiro de 1896. No mesmo ano, os médicos adotaram as novidades, pois graças à nova descoberta poderiam ver ossos quebrados, órgãos doentes dentro do corpo humano. Logo viria a ser usada no tratamento do câncer. A sociedade estava empolgada com a “novidade”, todos queriam ver o próprio esqueleto.

O americano Thomas Alva Edison (1847-1931) inventou um instrumento com tela fluorescente que deixava ver a radiografia ao vivo, sem a necessidade de revelar filmes.

E o verdadeiro risco da radiação continuou sendo ignorado. Em poucos tempos, surgiram lesões provocadas pelos raios X. As primeiras vítimas eram os operadores das máquinas, que sofriam exposições repetidas e em grande quantidade. Vários perderam as mãos.

Desde esta época até os dias de hoje surgiram várias modificações nos aparelhos iniciais, objetivando reduzir a radiação ionizante usada nos pacientes, pois acima de certa quantidade sabia-se que era prejudicial à saúde. Assim surgiram os tubos de Raios X, diafragmas para reduzir a quantidade de Raios X e diminuir a radiação secundária que, além de prejudicar o paciente, piorava a imagem final.

Hoje em dia a radiografia tem um intenso papel na medicina, são utilizadas para avaliar mudanças ósseas; localizar objetos estranhos; detectar a presença de câncer; avaliar lesões ou o dano causado por infecções, artrite, crescimentos ósseos anormais ou osteoporose; guiar cirurgias ortopédicas, como por exemplo, a reparação da coluna vertebral, substituição de articulações e redução de fraturas; determinar se existe acúmulo de líquido na articulação ou em volta do osso; garantir que determinada fratura solidificou corretamente e determinar se um osso está quebrado ou uma articulação está deslocada.
Primeira radiografia realizada por Roentgen (mão esquerda de sua esposa Anna Bertha Roentgen no chassi, com filme fotográfico, fazendo incidir a radiação oriunda do tubo, por cerca de 15 minutos).

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